quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sardenha

Uma ilha encantada, o mar tem uma cor indescritível, sem dúvida alguma é o lugar mais lindo e romântico que existe.

Prometi pra mim mesma que só voltaria lá se achasse uma pessoa realmente especial, pois a magia e os encantos da ilha merecem ser visitados por pessoas apaixonadas, que irão se maravilhar a cada pedaço descoberto.
Resolvi falar um pouco mais dessa região porque vale muito a pena, os sabores de lá estão presentes até hoje no meu paladar. O deck com o céu estrelado, com o som de um piano ao fundo foram o cenário ideal para o melhor risoto de camarão que já comi na minha vida, só de lembrar me dá arrepios!
Enfim, sei que cada um tem o seu cantinho especial, para mim a Sardenha é esse, mais especificamente em Porto Cervo.  
A ilha fica rodeada pelo Mar Mediterrâneo, sofreu muitas invasões. Foi dominada por espanhóis, árabes e romanos, o que influenciou muito na culinária local.
A Sardenha está dividida nas seguintes províncias: Caligari, Sassari, Nuoro, Oristano, Olbia-Tempio, Ogliastra, Carbonia-Iglesias e Medio Campidano.

Sua culinária é farta em peixes e frutos do mar, que vêem do mar, já das montanhas saem ótimos queijos pecorinos, um dos melhores produzidos em todo o país, bem como os caprinos e suínos.
Um produto em especial é muito consumido na Sardenha, a bottarga, ovas de peixe, daí a minha sugestão de antipasti, uma bruschetta com burrata e fatias de bottarga, com pão italiano grelhado, folhas de alecrim fresco e regada com azeite extra-virgem:

O prato principal tem que ser a massa mais característica de lá, culurgiones alla campidanese, um tipo de ravióli gigante.
Culurgiones alla Campidanese

Ingredientes: (4 pessoas)
800g de farinha 00
4 ovos
Sal
Água
12 batatas, cozidas e espremidas
600g de queijo pecorino, ralado
6 ramos de hortelã fresca, picada
1kg de tomate pelado
500g de lingüiça fresca
1 cebola
Azeite extra-virgem
Preparo:
1.    Pique a cebola, coloque em uma panela, adicione ½ xícara de chá de azeite e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até ficar transparente.

2.    Retire a pele da lingüiça e esfarele o recheio, coloque na panela com a cebola e deixe fritar bem, em fogo baixo, até ficar bem fritinha, mexendo de vez enquando.

3.    Enquanto isso faça a massa, coloque a farinha em uma tigela grande, faça um buraco no meio e quebre 2 ovos. Misture com as mãos e vá colocando água aos poucos, até formar uma massa lisa e úmida.

4.    Deixe descansar, abra com um rolo até ficar bem fininha e coloque em um lugar enfarinhado, separado.

5.    Faça o recheio, em uma tigela coloque a batata amassada, sal, a hortelã, 300g de queijo pecorino e 2 ovos, misture tudo muito bem.

6.    Passe o tomate pelado por uma peneira e adicione na panela da lingüiça, tempere com sal, misture bem. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até o óleo subir à superfície. Desligue o fogo.

7.    Corte a massa com um aro de arame redondo, coloque um pouco de recheio e, com as mãos faça os culurgiones.

8.    Coloque bastante água em uma panela grande e alta, tempere com sal e leve ao fogo alto para ferver. Coloque os culurgiones e deixe cozinhar por 8 minutos, mais ou menos.

9.    Enquanto isso, esquente o molho. Com uma escumadeira, retire um por um, os culurgiones da panela e vá colocando na travessa, regue com o molho fervente e salpique o restante de pecorino ralado.

10.                      Sirva em seguida.

Para acompanhar nosso jantar sardo, um vinho bem típico da região é o fabricado com as uvas vermentino.
Um vinho branco seco e fresco, ideal para harmonizar com peixes, frutos do mar e massas leves. A massa apesar da lingüiça não é muito pesada.
Um ótimo exemplar desse tipo de vinho a venda no Brasil é o Tenute Sella e Mosca:

Este vinho deve ser consumido jovem, para não perder o seu frescor.
Beijinhos

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