segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Uma passagem pela Lombardia

A Lombardia é a região mais populosa da Itália, sua capital é Milão, o famoso centro empresarial e industrial do país.
Seu nome veio da palavra Longobardia, pois era a parte da península dominada pelos Longobardos.

Fica ao Norte, bem na divisa com a Suíça.
Nela estão contidas as seguintes cidades: Bérgamo, Bréscia, Como, Cremona, Lecco, Lodi, Mântua, Monza e Brianza, Milão, Pavia, Sondrio e Varese.

Essa é uma das regiões mais ricas por ser completa.
 O centro urbano de Milão, capital dos panini:

E as áreas agrícolas que produzem arroz, abóbora e leite.
Os pratos mais famosos da região são: o risoto milanês, o tortelli de zucca e as polentas.
Minha sugestão para homenagear essa região e seus sabores.
Como entrada mais dois queijos típicos da região, o queijo teleggio e o queijo stracchino, acompanhados de uma ciabatta fresquinha:

O prato principal um risoto milanês feito com queijo mascarpone, que também é típico da região:
Risoto milanês com mascarpone

Ingredientes: (4 pessoas)
5 xícaras de café de arroz carnaroli
½ saquinho de açafrão espanhol
2 colheres de sopa de manteiga gelada
½ cebola picadinha
3 dentes de alho amassados
Azeite
300g de queijo mascarpone
1 colher de café de pimenta-do-reino branca moída
1/2 colher de café de sal
100g de queijo parmesão ralado
2 litros de caldo de legumes
1 xícara de chá de vinho branco seco
Preparo:
1. Coloque o caldo de legumes em uma panela alta e leve ao fogo até ferver, abaixe o fogo.
2. Em outra panela, coloque 1 colher de sopa de manteiga e um fio de azeite, leve ao fogo baixo até derreter. Adicione o alho, mexendo sempre até começar a dourar, junte a cebola, sem parar de mexer até ficar transparente.
3. Adicione o arroz carnaroli, mexendo, até o arroz ficar transparente. Regue o vinho branco, sem parar de mexer até evaporar tudo.
4. Aumente o fogo, com uma concha, coloque 5 conchas de caldo de legumes, sem parar de mexer, quando o liquido estiver quase secando, coloque mais 5 e assim por diante, mexendo sempre.
5. Quando o arroz estiver quase cozido, adicione o açafrão, o sal, a pimenta-do-reino, o queijo mascarpone e o queijo parmesão, coloque a última concha de caldo e mexa vigorosamente até secar o caldo.
6. Desligue o fogo, adicione a outra colher de sopa de manteiga gelada e mexa sem parar até a manteiga derreter toda.
7. Tampe a panela e deixe o risoto descansar por 3 minutos.
8. Coloque o risoto na travessa, e sirva em seguida.
Para acompanhar esse incrível risoto nada como uma bresaola, um embutido de carne bovina, também característica da região:

O vinho típico dessa região, e que acompanha perfeitamente nosso risoto é o Conti Gambarana Bonarda Oltrepo Pavese 2009:

É um vinho frisante, suave, que combina com a leveza do açafrão e do mascarpone. Ele é consumido diariamente pela população da Lombardia.
Beijinhos

sábado, 24 de setembro de 2011

Picanha na chapa?! Bar do Juarez!

Hoje acordei morrendo de vontade de um chopinho bem gelado acompanhado por uma bela picanha na chapa. E não tem lugar melhor para isso que o tradicional bar do Juarez.

A picanha é incrível em fatias fininhas com a chapa bem quente para fazer dar o ponto na hora.

Custa R$66,00 e serve tranquilamente 3 pessoas. Vem acompanhada de salada de repolho, vinagrete, farofa e pão italiano.
O par ideal para comemorar a primavera que chegou!
O Bar do Juarez fica na Av. Juscelino Kubitschek, 1164
F: (11) 3078-3458
Beijinhos

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tartiflette

Nem todos conhece essa maravilha dos alpes franceses, a tartiflette foi criada na década de 80, em Haute Savoie na região de Rhône-Alpes.
Por ser um lugar muito frio, a região abusa dos queijos e gratinados, é nessa região que se consome os fondues e raclettes, e de preferência em chalézinhos de madeira com a lareira acesa.
O queijo reblochon é um queijo característico na região, por isso é utilizado muito nas receitas de lá.
A tartiflette é um prato bem quente, que pode ser servido como acompanhamento de carnes ou como prato único, com uma saladinha verde ao lado.
Muito saboroso para uma sexta-feira a noite.
Tartiflette

Ingredientes: (Para 4 pessoas)
1kg de batatas descascadas, cozidas al dente e cortadas em rodelas finas
400g de bacon, cortado em cubinhos
150ml de creme de leite fresco
2 cebolas, cortada em rodelas finas
1 copo de vinho branco seco
2 embalagens de queijo reblochon
2 colheres de café de sal
1 colher de café de pimenta-do-reino branca, moída
Preparo:
1. Coloque o bacon em uma panela, antiaderente e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, para fritar na própria gordura. Quando estiver bem fritinho, deixe escorrer em um prato com papel toalha.
2. Coloque um pouco de azeite na mesma panela e leve ao fogo baixo, adicione a cebola e mexa sem parar até ficar transparente. Desligue o fogo e reserve.
3. Coloque os cubinhos de bacon no multiprocessador e aperte a tecla pulsar 3x, para picar, mas não virar farofa.
4. Coloque o bacon na panela junto com a cebola, junte o vinho, o sal, a pimenta e o creme de leite. Ligue o fogo alto, mexendo sempre até ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar e reduzir por 10 minutos.
5. Unte uma travessa que possa ir ao forno com azeite, forre com 2/3 das rodelas de batatas cozidas, regue com o molho de bacon e cubra com o restante das rodelas de batatas.
6. Pique grosseiramente o queijo reblochon e espalhe por cima das batatas.
7. Leve a travessa ao forno a 180°C por 30 minutos mais ou menos, ou até ficar bem gratinado.
8. Sirva em seguida.
Para acompanhar a nossa super tartiflette, sugiro um vinho tinto de médio corpo da mesma região, o Côtes Du Rhône “les Moirets”  2006.

Os vinhos Côte Du Rhône são considerados vinhos simples, pelos enólogos claro, mas esse é em especial muito saboroso.
Combina perfeitamente com a comida, por ser frutado ele é mais suave. Custa em média R$40,00.
Beijinhos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pra quem gosta de champagne

O verão está chegando e com ele viagens para praia, reveillon, etc... Uma grande novidade vai ajudar muito aqueles que adoram degustar uma bela champagne geladinha nos dias quentes.
A Dom Pérignon Black Box é uma embalagem com duas funções, a primeira é transportar a champagne com segurança, pois ela é a prova de choques.

Além disso é térmica, mantém a bebida na temperatura certa por 2 horas. Ela já vem com uma garrafa de Dom Pérignon e custa em média R$990,00.
Beijinhos

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Decoração com rolhas

Eu costumo falar muito sobre os vinhos e suas harmonizações aqui no blog, mas o que fazer com as rolhas que sobram dos vinhos? Não só do que tomamos em casa, mas as dos restaurantes também.
A idéia é guardar a rolha anotando a data e a situação que foi tomado, por exemplo: "ALMOÇO COM A NINA 02/01/2011", assim por diante, para ficar marcado na memória para sempre.

Além de ficarem guardadas para sempre, as rolhas podem ajudar na sua decoração. Elas podem ficar em um bowl de vidro, que fica um excelente como centro de mesa.

Podem também serem colocadas em taças altas, mescladas com taças lotadas de pimentas, fica diferente e muito charmoso.

Outra idéia é colocar as rolhas na metade de um vaso grande de vidro, com uma vela no meio, que fica lindo na sala.

Ainda para ajudar a iluminar a sala dá pra colocá-las em um vidro alto e montar um lindo abajur.


Além disso podem ser guardadas para montar um painel de rolhas em cima do bar.

E por último, mas não menos importante, elas podem servir como suporte para as marcações de mesa, na hora daquele jantarzinho especial.

Beijinhos

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sanduiches em outras partes do mundo

Voltando ao assunto dos sanduiches, existem muitos países e suas especialidades, abaixo mais algumas interessantes para fazer em casa ou até organizar um evento temático!
Dinamarca

Smorrebrod, tradução de "pão com manteiga", é um prato típico dinamarquês, que consiste de uma fatia de pão de forma escuro, o rugbrod, que pode ser coberta com diversos tipos de recheios como saladas, pastas, atum, frango, entre outros.
Quando foi criado o smorrebrod era mais simples, feito apenas com salsicha ou queijo, os trabalhadores levavam de marmita para o trabalho.
Apenas em 1880 ele ficou conhecido, pois foram abertos vários restaurantes de smorrebrod em Copenhaga.
Smorrebrod

Ingredientes: (Para 4 pessoas)
8 fatias de pão de forma preto, grande
8 fatias de alface lisa, lavada
8 fatias de terrine de foi gras
12 fatias de presunto cru
24 fatias finas de picles
1/2 cebola, cortada em rodelas finas
4 ovos cozidos e cortados em rodelas finas
Cream cheese
1 tomate fatiado
Preparo:
1. Coloque 1 folha de alface sobre cada fatia de pão.
2. Em cima do alface de 4 fatias coloque 2 fatias de terrine em cada uma, sobre a terrine coloque 3 fatias de presunto cru, dobradas em cada uma.
3. Salpique a cebola em rodelas sobre o presunto e por último cubra com 6 fatias de picles em cada uma.
4. Espalhe as fatias de 1 ovo sobre as fatias de alface das fatias de pão restante.
5. Com um bico de confeiteiro, espalhe cream cheese sobre o ovo e cubra com rodelas de tomate.
6. Sirva em seguida, uma fatia de cada para cada pessoa, para serem comidas com talheres.
EUA

Não foi apenas o club sandwich que foi criado nos EUA.
O reuben foi criado em Nebraska, na década de 1920.
Reuben

Ingredientes: (Para 4 pessoas)
8 fatias de pão de centeio
200g de fatias de pastrami
200g de queijo emmenthal fatiado
4 colheres de sopa de maionese
2 colheres de sopa de ketchup
1 colher de chá de alcaparras
1/2 pimentão verde, lavado e picado
Manteiga
Preparo:
1. Coloque a maionese, o ketchup, a alcaparra e o pimentão no multiprocessador. Bata até virar uma pasta lisa e reserve.
2. Passe manteiga em um dos lados de todas as fatias de pão.
3. Coloque um pouco da pasta do outro lado de todas as fatias de pão.
4. Em cima do molho de 4 fatias de pão divida as fatias de pastrami em todas iguais, sobre o pastrami espalhe as fatias de queijo também a mesma quantidade nas 4.
5. Cubra com a outra fatia de pão, com o molho virado para baixo.
6. Coloque os sanduiches na prensa para grelhar e derreter o queijo.
7. Sirva em seguida.
Além do Reuben os EUA ainda criou o famoso Philly cheesesteak, diretamente de Filadélfia, desde a década de 1930, virou outro ícone do fast food americano.
Philly Cheesesteak

Ingredientes: (Para 4 pessoas)
4 pães de hot-dog
Requeijão sabor chedder
1 cebola,fatiada em rodelas finas
Molho inglês
200g de maminha, fatiada em fatias bem finas
1 colher de café de sal
1 colher de café de pimenta-do-reino preta, moída
Azeite
Preparo:
1. Corte os pães de hot-dog ao meio, sem separar totalmente as duas partes.
2. Coloque um pouco de azeite em uma frigideira grande e alta e leve ao fogo alto para esquentar.
3. Adicione a maminha fatiada e mexa as fatias em fogo alto para grelhar por todos os lados, adicione o sal e a pimenta e misture bem para pegar o tempero. Desligue o fogo e reserve.
4. Coloque a cebola fatiada na mesma frigideira, junte 1 colher de café de molho inglês, ligue o fogo baixo, mexendo sempre até a cebola murchar. Reserve.
5. Monte os sanduiches, divida a maminha em partes iguais sobre a parte de baixo de cada pão, cubra com a cebola, dividida em partes iguais também.
6. Passe bastante requeijão tipo chedder na parte de cima de cada pão, cubra o sanduiche e sirva em seguida.
Beijinhos

domingo, 18 de setembro de 2011

Os encantos de Piemonte


Uma montanhosa ao norte da Itália que produz os grandes vinhos Barolo e Barbaresco. Além dos vinhos é famosa também por produzir a trufa branca de Alba, que é exportada por todo o mundo.

Fica na divisa com a Suíça e o sul da França e recebeu muitas influências, foi lá que surgiu o bagna cauda, que é um tipo de fondue italiano.

Os pratos mais famosos da região são: A polenta com molho de lingüiça, o talharim ao molho trufado e o brasato al barolo.
Como hoje é domingo resolvi homenagear essa região tão rica e preparar uma refeição completa, como na Itália.
De antepasto eu sugiro o queijo mais famoso da região, o queijo castelmagno, que é maturado e com um saborzinho suave de nozes, ótimo para degustá-lo sozinho ou com fatias de pão italiano antes da refeição.

Primo Piatto, é tradicional na Itália as pessoas comerem em duas etapas, primeiro a massa e depois a carne. Pensando nisso vou sugerir o tradicional talharim ao molho trufado.
Talharim ao molho trufado

Ingredientes: (4 pessoas)
1 pacote de talharim, de preferância de Cecco
100g de manteiga com sal
70g de queijo parmegiano regiano
1 colher de café de sal
1 colher de chá de trufas brancas raladas
Azeite
Preparo:
1. Encha uma panela alta com bastante água, tempere com 1 colher de chá de sal e leve ao fogo alto para ferver.
2. Assim que começar a ferver adicione o talharim e deixe cozinhar por 10 minutos.
3. Enquanto isso, coloque a manteiga com um pouco de azeite em uma frigideira larga e alta, leve ao fogo baixo até derreter a manteiga. Desligue o fogo.
4. Adicione 1 concha da água do cozimento do talharim na frigideira, escorra o restante da massa e adicione a massa à frigideira também.
5. Ligue o fogo baixo, adicione o queijo ralado e as trufas brancas, salteie com o fogo baixo até ficar cremoso e encorporar todos os sabores.
6. Coloque na travessa e sirva em seguida.
Para o Secondo Piatto, sugiro o famoso brasato al barolo, uma carne macia, que desmancha a cada mordida!
Brasato al Barolo

Ingredientes: (4 pessoas)
1,2kg de noix limpo, é a parte nobre do contra filé
2 cebolas roxas picadas
1 cenoura média, descascada e picada fininho
2 talos de salsão, lavado e picado fino
1 colher de sobremesa de tomilho fresco, picado
1 dente de alho espremido
750ml de vinho barolo
1 colher de chá de sal
1 e 1/2 litro de caldo de carne
Preparo:
1. Coloque um pouco de azeite em uma panela alta, leve ao fogo baixo para esquentar, adicione o alho, mexendo sempre até começar a dourar.
2. Junte a cebola, o salsão e a cenoura, mexendo sempre em fogo baixo até a cebola ficar transparente. Retire os legumes da panela e reserve.
3. Aumente o fogo e coloque a carne, frite bem todos os lados até ficar bem dourado.
4. Coloque o vinho, adicione os legumes e o sal e mexa bem para misturar tudo. Deixe o fogo alto até ferver, deixe ferver por 15 minutos.
5. Abaixe o fogo e vá colocando o caldo aos poucos, cozinhando até a carne ficar bem macia.
6. Retire a carne, reserve na travessa dentro do forno desligado. Deixe o fogo do molho baixo, reduzindo até ficar bem espesso.
7. Coe o molho e volte para a panela para esquentar bem, enquanto isso,  fatie a carne em fatias finas com a faca elétrica, coloque na travessa. Regue com o molho quente e sirva em seguida.
Para acompanhar essa refeição incrível sugiro o Barbera Piemonte, que é um vinho típico da região feito com as uvas Barbera.

Ele é encorpado mas com um sabor delicado, perfeito para acompanhar a carne e o molho de trufas da massa. Custa em média R$65,00.
Beijinhos

sábado, 17 de setembro de 2011

Bar da dona Onça

Nesse sábado vou tomar meu chopinho em um lugar diferente, o Bar da dona Onça é super badalado aqui em São Paulo e além dos petiscos maravilhosos tem uma sobremesa que não tem igual.

Por ser no centro, no térreo do Edifício Copan, não é muito viável ir durante a semana, mas hoje é o dia para degustar todas as delícias desse bar.
Além dos clássicos brasileiros como rabada, picadinho, estrogonofe, frango com quiabo, etc... Os petiscos também são maravilhosos meus preferidos são o famoso toca da onça, parmeggiana aperitivo, aspargos fritos e o croc milanesa:




Se a fome estiver grande, a pedida é o estrogonofe com batata chips e arroz, um dos melhores que já comi:

Ou o picadinho com tartar de banana, que também não deixa nada a desejar:



Como o melhor vem sempre no final, peça uma porção de mini churros com doce de leite, não tenho nem como explicar!:

Tudo isso acompanhado de um chope gelado, a tarde toda!!!
Bar da dona onça - Av. Ipiranga, 200 - Edifício Copan, lojas 27 e 29 -
F:(11) 3257-2016
Beijinhos

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A abóbora japonesa


Embaixo de uma casca verde escura, preta, opaca e resistente, surge uma polpa alaranjada, macia e adocicada, perfeita para preparar uma imensidão de pratos.
 Pode servir de base para doces e salgados, a época ideal para o seu cultivo é no inverno, nos meses de junho e julho elas são mais baratas e mais fáceis de achar.
Também conhecida como kabocha, a abóbora japonesa veio da mistura da moranga e da abóbora moschata, essa mistura foi feita no Japão e ganhou o mundo com seu sabor e cor maravilhosos.
Ela é da família das cucurbitáceas, que engloba a melancia, o melão, o pepino, entre outros. A característica mais marcante dessa abóbora é a sua casca dura e enrugada, que ajuda no transporte para lugares longes, pois não racham com facilidade.
Para saber se a abóbora japonesa está madura, na hora de comprar, repare na casca, compre a que estiver sem brilho.
Apesar de ser mais calórica que as outras abóboras, cada 100g tem 39kcal, ela é rica em vitamina A, ajuda na saúde dos olhos e da pele, ajuda a evitar infecções além de ser de fácil digestão e funciona como um suave laxante e diurético.
Pode-se aproveitar tudo nela, as sementes podem virar ótimos aperitivos, é só lavar, colocar em uma assadeira antiaderente, tampar com papel alumínio com a parte brilhante para baixo e levar ao forno baixo até ficar crocante.
Agora a polpa fica perfeita com carne seca e queijo coalho, por isso resolvi postar uma receitinha de risoto que você vai comer rezando!
Risoto de abóbora japonesa com carne seca crocante

Ingredientes: (4 pessoas)
5 xícaras de café de arroz carnaroli
200g de abóbora japonesa, descascada e cortada em cubinhos
300g de carne seca dessalgada, cozida e desfiada
2 colheres de sopa de manteiga gelada
1/2 cebola picadinha
3 dentes de alho amassados
Azeite
300g de queijo coalho ralado
1 colher de café de pimenta-do-reino branca moída
1/2 colher de café de sal
100g de queijo parmesão ralado
2 litros de caldo de legumes
1 xícara de chá de vinho branco seco
Preparo:
1. Coloque metade da carne seca desfiada em uma assadeira antiaderente, regue um pouco de azeite e leve ao fogo baixo até secar e ficar crocante. Reserve.
2. Coloque a abóbora em uma panela, cubra com água, tempere com 1 colher de café com sal e leve ao fogo alto até ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar até ficar macia.
3. Escorra a abóbora e coloque no multiprocessador, bata até virar um purê. Reserve.
4. Coloque o caldo de legumes em uma panela alta e leve ao fogo até ferver, abaixe o fogo.
5. Em outra panela, coloque 1 colher de sopa de manteiga e um fio de azeite, leve ao fogo baixo até derreter. Adicione o alho, mexendo sempre até começar a dourar, junte a cebola, sem parar de mexer até ficar transparente.
6. Coloque a outra metade da carne seca e misture bem.
7. Adicione o arroz carnaroli, mexendo, até o arroz ficar transparente. Regue o vinho branco, sem parar de mexer até evaporar tudo.
8. Aumente o fogo, com uma concha, coloque 5 conchas de caldo de legumes, sem parar de mexer, quando o liquido estiver quase secando, coloque mais 5 e assim por diante, mexendo sempre.
9. Quando o arroz estiver quase cozido, adicione o purê de abóbora, o sal, a pimenta-do-reino e o queijo parmesão, coloque a última concha de caldo e mexa vigorosamente até secar o caldo.
10. Desligue o fogo, adicione a outra colher de sopa de manteiga gelada e mexa sem parar até a manteiga derreter toda.
11. Tampe a panela e deixe o risoto descansar por 3 minutos.
12. Coloque o risoto na travessa, espalhe a carne seca crocante por cima e sirva em seguida.
Com a globalização em mente, utilizamos um ingrediente criado no Japão, misturado com uma carne típica do Brasil com as técnicas de um prato italiano.
Por isso minha sugestão de vinho é um vinho branco Húngaro, o Tokaji Aszú 3 Puttonyos 2002, o risoto é encorpado e tem a textura cremosa, o sabor forte da carne seca é suavizado pela abóbora japonesa.

A abóbora é um pouco doce, assim como o vinho representa uma leve doçura, a gordura do prato é quebrada pela discreta acidez também presente no vinho, o que gera uma harmonização perfeita.
O preço é um pouco salgado, mas vale a pena provar, já que este também é um prato especial e bem elaborado. Custa em média R$150,00.
Beijinhos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O mistério da cerveja

Costumo escrever muito sobre cerveja aqui mas o que nunca expliquei muito bem é a diferença delas e seus tipos.
Hoje em dia existem muitos tipos mas para não complicar muito vou dar uma geral.
Existem 3 famílias básicas de cervejas, que são diferentes pelo tipo de levedura utilizado durante a fermentação.
Cada família possuí diversos tipos de cerveja abaixo existem 3 exemplos de cada uma, para compreendermos melhor suas diversidades:
Família Largers
São cervejas de baixa fermentação, normalmente douradas e filtradas, existem algumas escuras também. Alguns exemplos de largers são:
Pilsen
É a cerveja clara, filtrada e com um leve amargor. Foi originada na cidade de Pilsen.
Sem dúvida alguma é o tipo mais comum e tomada de todas.
Um exemplo é a Baden Baden cristal:

Malzbier
É escura, com malte caramelizado e adocicada.
Exemplo a Petra Malzbier:

Bock
Avermelhada e com baixo teor alcoólico, em média 6%.
Um ótimo exemplo é a Baden Baden bock:

Família Ales
São cervejas de alta fermentação, mais encorpadas e um pouco frutadas.
Weizenbier, Weissbier ou Weisse
São feitas de trigo e não são filtradas.
Exemplo, a Eisenbahn:

Trapista
Feitas pelos monges trapistas belgas.
Exemplo, a Westmalle:

Glühbier
Vem do alemão Glüh, que significa incandescente e Bier, que é cerveja, ela deve ser colocada em banho-maria.
Exemplo, a Detmolder:

Família Lambics
São cervejas de fermentação espontânea, por isso são bem diferentes, parece que está tomando um vinho espumante.
Faro
É uma mistura de lambics com adição de açúcar, o que a torna mais leve, doce e saborosa. É mais para um aperitivo que uma cerveja propriamente dita.
Deve ser degustada com algo bem salgado, para contrapor com o adocicado.
Exemplo, a Lindemans Faro:

Geuze
É uma lambic tradicional, o blend das lambics. Feita através da mistura de lambics novas e velhas.
As lambics mais velhas são mais refinadas, o que ajuda a tirar alguma aspereza que se encontra nas lambics mais novas. A maioria delas são filtradas e algumas até pasteurizadas.
Sua estrutura é complexa e seca.
Exemplo, a Geuze Boon:

Kriek
Uma cerveja Lambic com adição de cerejas durante o período de maturação em alambiques.
É originária de Bruxelas e costuma ser bem ácida e seca.
Exemplo, a Kriek Boon:

Beijinhos

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